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Critica construtiva

 

Judah Ben Hur (Jack Huston) é um nobre judeu de Jerusalém. Ele prega uma convivência harmoniosa com os soldados de Roma, que cercam a cidade.

Cresceu ao lado do irmão adotivo Messala (Toby Kebbell), que tem origem romana e sofre por não ter as mesmas raízes da família que o acolheu.

Messala decide ir para Roma e se torna um importante comandante do exército de César.
Ele acaba voltando para Jerusalém e acabará em conflito com o irmão. Judah acaba acusado de traição e condenado à escravidão, e buscará uma forma de vingar seu nome e sua família.
Lembrando que esse filme, que tem um conquistou multidões e nada mais nada menos que 11 Oscas – Ben Hur (1959) – a terceira versão.

Neto do lendário diretor John Huston, Jack tem uma trajetória irregular e ainda não demonstrou talento e carisma suficientes para um papel como este. Ele realmente decepciona numa atuação “quero ser Russell Crowe em Gladiador”.

Quem também vai mal é Kebbell, numa performance inexpressiva e pouco convincente. Curiosamente, o ator conseguiu se sair muito melhor em filme em que atuou com o sistema de captura de movimentos, como Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos e Planeta dos Macacos: O Confronto.

O brasileiro Rodrigo Santoro assumiu a responsabilidade de interpretar Jesus Cristo e acaba dando um maior peso dramático ao longa.

O ator está bem em cena. Por mais que o personagem não seja protagonista na narrativa principal, acaba sendo o responsável por transmitir uma maior carga emocional à produção. Ele só é prejudicado – e muito – pela trilha sonora quase onipresente de Marco Beltrami.

Isso é evidenciado na primeira cena em que Santoro aparece. É só ele surgir na tela que a música sobe num tom solene e piegas. É clara a tentativa de forçar uma emoção no espectador. Algo que provavelmente surgiria de forma natural a partir das atuações em foco.

O elenco conta ainda com as presenças de Morgan Freeman, Nazanin Boniadi e Pilou Asbæk, que não comprometem. Freeman está bem, como de costume, mas no papel de sempre do mentor.
Ainda que não seja o personagem principal, Jesus é tratado pelo filme como figura-chave e a fé é uma das temáticas fortes da produção, assim como o perdão e a compreensão. Tais elementos não são bem inseridos no roteiro.

Ao final, a figura – neste caso literal – do Deus ex machina passa a ideia de que tudo visto antes pouco importou. A obra pega o caminho mais fácil.

O clássico de 1959 estrelado por Charlton Heston tem como ponto alto a cena de corrida de brigas.
Sabendo da responsabilidade de recriar a sequência, o novo longa investe pesado, chegando ao ponto de inserir flash fowards da cena em outros momentos na primeira metade da produção. E a cena ficou boa, com muita ação e bons efeitos.